ALAN SOKAL IMPOSTURAS INTELECTUAIS PDF

De acordo com Jon Henley, em artigo publicado no The Guardian, ns mostramos que "a modernafilosofia francesa um monte de velhas tol- ces". Em especial, queremos desfazer um bom nmero de mal-entendidos. O livro originou-se da farsa agora famosa que consistiu na publica- o na revista americanade estudosculturais Social Text, por um de ns, de um artigo satrico cheio de citaes sem sentido,porm infelizmente autnticas, sobre fsica e matemtica, proferidas por proeminentes inte- lectuais franceses e americanos. Aps ter exibido este longo dossi aos amigos cientistase no-cientistas, ficamos paulatinamente convencidos de que valeria a pena torn-lo disponvel para um pblico mais amplo. Nem oito nem oitenta.

Author:Moogumi Nikomi
Country:Azerbaijan
Language:English (Spanish)
Genre:Travel
Published (Last):1 December 2019
Pages:380
PDF File Size:5.3 Mb
ePub File Size:8.77 Mb
ISBN:748-3-49618-340-7
Downloads:2174
Price:Free* [*Free Regsitration Required]
Uploader:Akinobei



De acordo com Jon Henley, em artigo publicado no The Guardian, ns mostramos que "a modernafilosofia francesa um monte de velhas tol- ces". Em especial, queremos desfazer um bom nmero de mal-entendidos. O livro originou-se da farsa agora famosa que consistiu na publica- o na revista americanade estudosculturais Social Text, por um de ns, de um artigo satrico cheio de citaes sem sentido,porm infelizmente autnticas, sobre fsica e matemtica, proferidas por proeminentes inte- lectuais franceses e americanos.

Aps ter exibido este longo dossi aos amigos cientistase no-cientistas, ficamos paulatinamente convencidos de que valeria a pena torn-lo disponvel para um pblico mais amplo. Nem oito nem oitenta. Mostra- conexo entre estas duas crticas principalmente sociolgica: os auto- mos que intelectuais famosos como Lacan, Kristeva, Irigaray, Baudrillard res franceses das "imposturas" esto na moda nos mesmos crculos aca- e Deleuze abusaram repetidamente da terminologia e de conceitos cient- dmicos de lngua inglesa onde o relativismo epistmico a pedra-de- ficos: tanto utilizando-se de idias cientficas totalmente fora de contex- toque.

No pretendemos dizer que isso in- abusos isolados. Temos objetivos mais amplos em mente, mas no ne- valida o restante de sua obra, sobre a qual no emitimos julgamento. Esta obra trata da mistificao, Somos, por vezes, acusados de ser cientistas arrogantes, porm nos- da linguagem deliberadamente obscura, dos pensamentos confusos e do sa viso do papel das cincias exatas , na verdade, bastante modesta.

Os textos que citamos po- No seria bom para ns, matemticos e fsicos que o teorema de Gdel dem ser a ponta de um iceberg; contudo o iceberg deve ser definido como ou a teoria da relatividade tivessem implicaes imediatas e profundas um conjunto de prticas intelectuais, no como um grupo social. Ou que o axioma da escolha pudesse ser usado Suponhamos, por exemplo, que um jornalista descubra, e publique, no estudo da poesia?

Ou que a topologia tivesse algo a ver com a psique documentos demonstrando que alguns altos e respeitveis polticos so humana? Contudo, este no o caso. Salientamos que isto uma analogia e que no considera- Um segundo alvo do nosso livro o relativismo epistmico, especifi- mos os abusos aqui descritos de comparvel gravidade. Muita gente, camente a idia - a qual, pelo menos quando manifestada explicitamen- sem dvida, chegaria rapidamente concluso de que a maioria dos te, muito mais comum no mundo anglfono do que no francfono - polticos corrupta, e os demagogos que pensarem tirar proveito polti- de que a moderna cincia no mais que um "mito", uma "narrao" ou co dessa noo iro estimul-Ia," Mas a extrapolao seria errnea.

Se forem, ento o nosso livro seria com efeito um ataque Este livro, portanto, a fuso de dois trabalhos - relacionados en- contra estas reas em bloco. Caso contrrio como tre si - reunidos sob a mesma capa. Os autores franceses analisados nesta obra estio mais Sokal; so as "imposturas" do ttulo. Em segundo lugar, contm a nossa na moda, no mundo de lngua inglesa, nos departamentos de literatura, estudos culturais cadtIWdl studies e estudos sobre a mulher. O relativismo episrmico estl1 espalhado de modo bastante mais crtica ao relativismo epistmico e aos conceitos errneos sobre a "cincia abrangente, e am piamente difundido tambm nos domnios da antropologia, educao e sociologia ps-moderna"; estas anlises so consideravelmente mais delicadas.

Todavia, ele tem o cuidado de ressaltar que esta nlo f a Hou vida. Mais amplamente, qualquer in- redutos. Este fato tende a fazer com que paream mais "radicais" e terpretao do nosso livro como um ataque generalizado a X - seja X "subversivos" do que realmente so, tanto aos seus prprios olhos quanto o pensamento francs, a esquerda cultural americana ou o que for - aos olhos de seus crticos.

Todavia nosso livro no contrrio ao radica- pressupe que todo X esteja permeado pelos maus costumes intelectu- lismo poltico, contra a confuso intelectual. Nosso objetivo no cri- ais que estamos denunciando, e esta acusao deve ser demonstrada por ticar a esquerda, mas ajud-la a defender-se de um segmento seu que est quem quer que o faa.

Michael Albert, escrevendo no Z Magazine, resume bem a Os debates estimulados pela artimanha de Sokal englobavam uma questo: "No h nada verdadeiro, sbio, humano ou estratgico em lista cada vez mais ampla de questes cada vez mais fracamente relacio- confundir hostilidade injustia e opresso, que bandeira da esquer- nadas, no somente o status conceitual do conhecimento cientfico ou da, com hostilidade cincia e racionalidade, o que urna tolice.

Mas ampliamos algumas discusses a respeito dos debates in- a esquerda acadmica versus a direita acadmica, a esquerda cultural telectuais no mundo anglfono, Fizemos tambm algumas pequenas al- versus a esquerda econmica.

Queremos salientar que este livro no tra- teraes para melhorar a clareza do texto original, para corrigir impre- ta da maioria destes tpicos. Em especial, as idias aqui analisadas tm cises pouco importantes e para evitar mal-entendidos. Agradecemos aos pouca, talvez nenhuma, relao conceitual ou lgica com a poltica. Seja muitos leitores da edio francesa que nos ofereceram sugestes.

Embora no cair em contradio, qualquer opinio, seja qual for, sobre despesas mi- possamos agradecer individualmente a todos os que deram a sua contri- litares, bem-estar social ou casamento gay.

Existe, certamente, um vn- buio, queremos expressar nossa gratido queles que nos ajudaram culo sociolgico - apesar de sua magnitude ser amide exagerada - indicando fontes de referncia ou lendo e criticando partes dos origi- entre as correntes intelectuais "ps-modernistas", que criticamos, e al- nais: Michael Albert, Robert Alford, Roger Balian, Louise Barre, Paul guns setores da esquerda acadmica americana.

No fosse esse vnculo, Boghossian, Raymond Boudon, Pierre Bourdieu, Jacques Bouveresse, no estaramos mencionando a poltica de modo algum. Res- saltamos que essas pessoas no esto necessariamente de acordo com o contedo ou mesmo com a inteno deste livro. Finalmente, agradecemos a Marina, Claire, Thomas e Antoine por nos terem aturado nesses ltimos dois anos. Enquanto a autoridade inspirar temor reverencial. Pensamento confuso, por outro lado. Stanislav Andreski, SocialSciences as Sorcery , p.

Durante anos, fomos ficando escandalizados e angustiados com a tendncia intelectual de cer- tos crculos da academia americana. Vastos setores das cincias sociais e das humanidades parecem ter adotado uma filosofia que chamaremos, falta de melhor termo, de "ps-modernismo": uma corrente intelec- tual caracterizada pela rejeio mais ou menos explcita da tradiio racionalista do Iluminismo, por discursos tericos desconectados de qualquer teste emprico, e por um relativismo cognitivo e cultural que encara a cincia como nada mais que uma "narrao", um "mito" ou uma construo social entre muitas outras.

Para responder a esse fenmeno, um de ns Sokal decidiu tentar uma experincia no-cientfica mas original: submeter apreciao de. Ademais, fosse mantido em segredo porque, se bem que desejasse mudar, as atitu- ele defende uma forma extrema de relativismo cognitivo: depois de ri- des na sua disciplina, ele s poderia faz-lo depois de assegurar um tra- balho permanente.

Outras concluses interessantes podem ser obti- o social e lingstica". Por meio de uma srie de raciocnios de uma das, no entanto, examinando-se o contedo do simulacro. O restante pros- s alegadas implicaes filosficas e sociais da matemtica e das cin- segue na mesma linha.

Os trechos so absurdos ou desprovidos de sentido, mas Apesar disso, o artigo foi aceito e publicado. Pior, foi publicado numa so, apesar disso, autnticos. Com efeito, a nica contribuio de Sokal edio especial da Social Text destinada a refutar a crtica dirigida ao ps- foi providenciar um "cimento" cuja "lgica" evidentemente fantasiosa modernismo e ao construtivismo social por vrios cientistas eminentes.

Os autores em questo formam difcil imaginar, para os editores da Social Text, um meio mais radical um verdadeiro panteo da "teoria francesa" contempornea: Gilles de atirar nos prprios ps.

As o tempestuosa tanto na imprensa acadmica quanto na imprensa em citaes incluem tambm muitos proeminentes acadmicos americanos geral. Um estudante achou que o dinheiro que tinha economizado para reuniu em seguida uma srie de textos mais longos para ilustrar a mani- financiar seus estudos tinha sido gasto com as roupas de um imperador pulao pelos autores das cincias naturais, fazendo-a circular entre seus que, como na fbula, estava nu.

Outro escreveu que ele e seus colegas colegas cientistas. A reao deles foi um misto de hilaridade e conster- nao: dificilmente poderiam acreditar que algum - muito menos IReproduzimos este artigo no apndice A, seguido de alguns breves comentrios no apndice B. A edio especial sSocial Text apresentada por Ross A par6dia de Sokal 4Vide Sokal para uma discuss10 maia detalhada. As motivaes da par6dia so discutidas com mais detalhes em Sokal c , reproduzidas! Cinco dos dei -mais impomntel" aqui no apndice C, e em Sokal a.

Para crticas anteriores ao modernismo e ao construtivismo filsofos franceses identificados por Lamont , nota.. Derrida, Lyotard, Serres e Virilo. JA farsa foi revelada em Sokal b.

Entre as reaes, vide em especial as anlises de Frank , Pollitt , WiIIis , Aqui, a desisnaio -fil6sofo". Entre- tanto, quando os no-cientistas leram este material, salientaram a ne- e ali, descaradamente, termos tcnicos num contexto em que eles so cessidade de explicar com preciso e em termos de alcance geral por que totalmente irrelevantes.

O objetivo , sem dvida, impressionar e, aci- ma de tudo, intimidar os leitores no-cientistas. Mesmo alguns acad- as mencionadas passagens so absurdas ou sem sentido. A partir deste micos e comentaristas da imprensacaem nestaarmadilha: RolandBarthes momento, ns dois trabalhamos juntos para produzir urna srie de an- impressionou-se com a preciso do trabalho de Iulia Kristeva p. Manipular frases e sentenas que so, na verdade, carentes de sentido.

Alguns destes autores exibem uma verdadeira intoxicao de o que queremos mostrar palavras,combinadacom uma extraordinria indiferena para como seu significado. No temos a pretenso de analisar o pensamento luo em topologia" p. Eles imaginam, talvez, que podem ex- tos relativamente pouco conhecidos, isto , o abuso reiterado de con- plorar o prestgio das cincias naturais de modo a transmitir aos seus ceitos e terminologia provenientes da matemtica e da fsica.

Queremos prprios discursos uma aparncia de rigor. E parecem confiar que nin- analisar tambmdeterminadasconfuses de pensamento que so freqen- gum ir revelar o emprego incorreto dos conceitos cientficos. Ningum tes nos escritos ps-modernistas e que se relacionam tanto com o con- ir dizer que o rei est nu. Nossa meta precisamente dizer que o rei estnu e a rainha tambm.

Para ser preciso, a palavra "abuso" denota aqui uma ou mais das se- Porm queremos deixar claro: no investimos contraa filosofia, ashumani- guintes caractersticas: dadesou as cincias sociais emgeral; pelocontrrio, consideramos que estes 1.

Falar abundantemente de teorias cientficas sobre as quais se tem, camposdo conhecimento so da mximaimportncia e queremos prevenir na melhor das hipteses, uma idia extremamente confusa. A ttica mais aqueles que trabalham nessas reas especialmente estudantes contra al- comum usar a terminologia cientfica ou pseudocientfica sem se in- guns casos manifestos de charlatanismo.

Importar conceitos prprios das cincias naturais para o interior das as idias ali contidas serem muito profundas. Iremos demonstrar, em mui- cincias sociais ou humanidades, sem dar a menor justificao conceitual tos casos, que, se os textos parecem incompreensveis, isso se deve exce- ou emprica. Se um bilogo quisesse empregar, em sua pesquisa, noes lente razo de que no querem dizer absolutamente nada.

De um lado, encontram-se extra.. Uma vaga analogia no seria polaes de conceitos cientficos para alm de sua rea de abrangncia, tomada muito a srio pelos seus colegas. Aqui, pelo contrrio, aprendemos que so errneos mas por razes sutis. Por outro lado, deparamos com com Lacan que a estrutura do pacienteneur6tico precisamente toro nada numerosos textos que esto cheios de termos cientficos mas so intei- menos que a pr6pria realidade,cf.

E h, claro, uma massa de discursos tica pode ser teorizada em termos da cardinalidade do continuum p. Ostentar uma erudio superficial ao atirar na cara do leitor, aqui parcialnOI faria mergulhar numatoleiro dequelt Entendemos perfeitamente bem infinitesimal ou em mecnica quntica, O que estamos criticando a pre- que suas "intervenes" nas cincias naturais no constituem os temas tenso de alguns celebrados intelectuais de propor reflexes profundas centrais de suas obras.

Porm, quando a desonestidade intelectual ou sobre assuntos complexos que eles conhecem, na melhor das hipteses, flagrante incompetncia descoberta num trecho - mesmo marginal no plano da popularizao. No queremos prejulgar os resultados de tal abusos nascem de uma fraude consciente, de auto-engano ou de uma com- anlise, mas simplesmente remover a aura de profundidade que por ve- binao de ambos?

No podemos dar nenhuma resposta categrica a essa zes impediu estudantes e professores de empreend-la. Porm, mais impor- Quando idias so aceitas como dogma ou por estar na moda, elas tante, devemos confessar que no consideramos essa questo de grande so especialmente sensveis ao desrnascaramento, at mesmo em seus interesse.

Nosso propsito aqui estimular uma atitude crtica no sim- aspectos marginais. Mas e da? O resto sobrevive porque est baseado 1. O carter marginaldas citaes. Poder-se-ia argumentar que ns em slidos argumentos empricos e racionais.

Do mesmo modo, a maior procuramos pequenos deslizes de autores que reconhecidamente no tm parte da fsica de Descartes falsa, porm algumas das questes filos- formao cientfica e que talvez tenham cometido o erro de se aventu- ficas que ele levantou ainda hoje so pertinentes. Todavia, se estes escritores se tornaram estrelas pelos "pequenos equvocos" aqui revelados.

CULTIVAREA CIUPERCILOR PLEUROTUS PDF

Caso Sokal

Incorrect use of scientific concepts versus scientific metaphors[ edit ] The stated goal of the book is not to attack "philosophy, the humanities or the social sciences in general Sokal and Bricmont set out to show how those intellectuals have used concepts from the physical sciences and mathematics incorrectly. The extracts are intentionally rather long to avoid accusations of taking sentences out of context. Sokal and Bricmont claim that they do not intend to analyze postmodernist thought in general. Rather, they aim to draw attention to the abuse of concepts from mathematics and physics, their areas of specialty. Sokal and Bricmont define abuse of mathematics and physics as any of the following behaviors: Using scientific or pseudoscientific terminology without bothering much about technical meanings. Importing concepts from the natural sciences into the humanities without justification for their use.

FIONA HARROLD SE TU PROPIO COACH PDF

Imposturas Intelectuais – Alan Sokal

.

40K FARSIGHT SUPPLEMENT PDF

Imposturas intelectuales

.

AMOR DE PERDICAO CAMILO CASTELO BRANCO PDF

Imposturas Intelectuais

.

Related Articles